Saltar para o conteúdo
    • Notícias
    • Desporto
    • Televisão
    • Rádio
    • RTP Play
    • RTP Palco
    • Zigzag Play
    • RTP Ensina
    • RTP Arquivos
RTP África
  • Programas
  • Notícias
  • Desporto
  • Vídeos
  • Programação

NO AR
PROGRAMAÇÃO a seguir
Imagem de Moçambique quer “repatriar” energia de Cahora Bassa que vende há 50 anos à África do Sul
Notícias 2 fev, 2024, 12:50

Moçambique quer “repatriar” energia de Cahora Bassa que vende há 50 anos à África do Sul

Por LUSA

O Governo moçambicano pretende “repatriar” a partir de 2030, para uso doméstico, a eletricidade que exporta da Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) para África do Sul desde 1979, conforme documento a que a Lusa teve hoje acesso.

A posição está expressa na Estratégia para Transição Energética em Moçambique até 2050, aprovada pelo Governo e em que se assume esse objetivo para 2030: “A principal prioridade hídrica de curto prazo é a repatriamento da eletricidade da HCB, atualmente exportada para a África do Sul (8-10 TWh) (TeraWatt-hora), bem como a adição de 2 GW (GigaWatt) de nova capacidade hidroelétrica nacional até 2031”.

No documento ecorda-se igualmente que a central hidroelétrica de Cahora Bassa é a “mais importante de Moçambique”, com uma capacidade total instalada de 2.075 MW (Megawatt), sendo detida maioritariamente pelo Estado moçambicano.

“Desde o início das operações em 1979, a HCB exportou a maior parte da sua produção de eletricidade para a estatal sul-africana Eskom, com uma parte menor fornecida à Eletricidade de Moçambique (EDM). A eletricidade da HCB é barata e limpa”, lê-se no documento.

Da produção total, apenas 300 MW de “energia firme” e 380 MW de “energia variável” são fornecidas pela HCB à elétrica estatal moçambicana.

“Em 2030 o Contrato de Aquisição de Energia entre a HCB e a Eskom chegará ao fim e decisões importantes terão de ser tomadas relativamente à comercialização e destino final de energia limpa da HCB”, acrescenta-se.

Nos arredores de Maputo, sul do país, funciona a fábrica de alumínio da Mozal, sul-africana e alimentada pela eletricidade precisamente fornecida pela Eskom — contrato de fornecimento que por sua vez termina em 2026 -, devido às dificuldades de cobertura da rede elétrica moçambicana, sendo aquela uma das maiores consumidoras de eletricidade do país, com necessidades de 900 MW.

Já o aumento da capacidade da produção hidroelétrica, segundo o documento, será garantido pela nova hidroelétrica de Mphanda Nkuwa e pela construção da estação norte da HCB, localidade na província de Tete, centro de Moçambique.

“Os recursos hidroelétricos únicos de Moçambique formarão a espinha dorsal estratégica para a produção de energia de baixo carbono e as ambições de industrialização verde do país, que é uma prioridade nacional”, assumiu o Governo.

No documento antevê-se mesmo que “ao longo da próxima década, cerca de 3,5GW de nova capacidade hidroelétrica estarão disponíveis” para o uso doméstico em Moçambique, desde logo pelo “termo, em 2029, do acordo de exportação existente” da HCB com a África do Sul, mas também pela entrada em funcionamento, em 2031, do novo projeto hidroelétrico de Mphanda Nkuwa, de 1,5GW.

“Estes fatores constituem uma oportunidade única para gerar energia limpa e estável para o desenvolvimento económico e a industrialização verde”, assume-se ainda no documento com a estratégia energética moçambicana.

Por outro lado, refere-se que, no período de 2030 a 2040, “serão acrescentados mais 9GW de nova capacidade hidroelétrica”, incluindo os aproveitamentos em Lupata, Boroma, Chemba e “outros locais a identificar”, dos quais até 3GW “poderão ser reservados para exportação”, em função “do crescimento da procura nacional de energia, que terá prioridade”.

“Após 2040, Moçambique irá adicionar nova capacidade hidroelétrica”, principalmente “para uso doméstico” em “projetos a identificar” e “explorando assim todo o potencial hidroelétrico do país, que será reavaliado através de novos estudos”.

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique anunciou a 27 de novembro investimentos de 80 mil milhões de dólares (73 mil milhões de euros) na Estratégia de Transição Energética, a implementar até 2050.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, afirmou em 03 de dezembro, na cimeira do clima, que a nova Estratégia de Transição Energética vai colocar o país na “vanguarda da inovação climática”.

“Esta iniciativa não apenas coloca Moçambique na vanguarda da inovação climática, como também o posiciona como um destino de investimento atrativo sustentável”, disse o chefe de Estado, após intervir num dos painéis da cimeira da ONU sobre o clima (COP28), que decorreu no Dubai.

Pode também gostar

Imagem de São Tomé e Príncipe – Nações Unidas apoiam o país a melhorar recolha de dados para impulsionar o turismo

São Tomé e Príncipe – Nações Unidas apoiam o país a melhorar recolha de dados para impulsionar o turismo

Imagem de Angola – Taxistas de Luanda indignados com subida do preço do gasóleo

Angola – Taxistas de Luanda indignados com subida do preço do gasóleo

Imagem de Realizado primeiro campeonato de judo na ilha de São Tomé

Realizado primeiro campeonato de judo na ilha de São Tomé

Imagem de Cabo Verde – Candidatos à Câmara Municipal de São Vicente têm na agenda a luta contra a pobreza 

Cabo Verde – Candidatos à Câmara Municipal de São Vicente têm na agenda a luta contra a pobreza 

Imagem de Cabo Verde defende cooperação institucional e uso da tecnologia no combate ao crime

Cabo Verde defende cooperação institucional e uso da tecnologia no combate ao crime

Imagem de Guiné-Bissau – Bafatá, cidade onde nasceu Amílcar Cabral, enfrenta carências de vária ordem

Guiné-Bissau – Bafatá, cidade onde nasceu Amílcar Cabral, enfrenta carências de vária ordem

Imagem de Seleção de Cabo Verde recebe a Líbia com os olhos postos na vitória

Seleção de Cabo Verde recebe a Líbia com os olhos postos na vitória

Imagem de Cabo Verde – Ilha do Maio recebe 1.ª edição da Academia Infantojuvenil para a Ação Climática

Cabo Verde – Ilha do Maio recebe 1.ª edição da Academia Infantojuvenil para a Ação Climática

Imagem de Moçambique e China confirmam isenção de tarifas para maioria das exportações moçambicanas

Moçambique e China confirmam isenção de tarifas para maioria das exportações moçambicanas

Imagem de “Preenchendo vazios” é o nome da exposição de Dozie Kanu, em Lisboa

“Preenchendo vazios” é o nome da exposição de Dozie Kanu, em Lisboa

PUB
RTP África

Siga-nos nas redes sociais

Siga-nos nas redes sociais

  • Aceder ao Facebook da RTP África

Instale a aplicação RTP Play

  • Descarregar a aplicação RTP Play da Apple Store
  • Descarregar a aplicação RTP Play do Google Play
  • Contactos
  • Programação
Logo RTP RTP
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube
  • flickr
    • NOTÍCIAS
    • DESPORTO
    • TELEVISÃO
    • RÁDIO
    • RTP ARQUIVOS
    • RTP Ensina
    • RTP PLAY
      • EM DIRETO
      • REVER PROGRAMAS
    • CONCURSOS
      • Perguntas frequentes
      • Contactos
    • CONTACTOS
    • Provedora do Telespectador
    • Provedora do Ouvinte
    • ACESSIBILIDADES
    • Satélites
    • A EMPRESA
    • CONSELHO GERAL INDEPENDENTE
    • CONSELHO DE OPINIÃO
    • CONTRATO DE CONCESSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE RÁDIO E TELEVISÃO
    • RGPD
      • Gestão das definições de Cookies
Política de Privacidade | Política de Cookies | Termos e Condições | Publicidade
© RTP, Rádio e Televisão de Portugal 2026