Por LUSA/RTP
O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, apelou hoje ao cumprimento das normas de segurança rodoviária por todos, após um acidente de viação na segunda-feira ter provocado mais de duas dezenas de mortos.
“O Presidente da República apela a todos os automobilistas e demais utentes das vias públicas a observarem com rigor as normas de segurança rodoviária, de modo a preservar a vida humana, um bem precioso e insubstituível, e diz ser de todos a responsabilidade de preservá-la, através de uma condução prudente, responsável e respeitadora das regras de trânsito”, refere um comunicado da Presidência.
Na mesma nota, o chefe de Estado assume “profunda dor e consternação” em face às consequências do acidente.
“Houve choque frontal entre duas viaturas, que se deslocavam em sentidos contrários, uma de transporte semicoletivo (de passageiros) e um camião, quando evitavam atropelar um ciclista que mudava de faixa, na Estrada Nacional número seis”, refere uma nota do Conselho Executivo provincial de Manica.
De acordo com a informação, o “aparatoso acidente”, sendo “visíveis as marcas do excesso de velocidade, ações da responsabilidade dos automobilistas”, aconteceu no posto administrativo de Cafumpe, no distrito de Gondola, onde, além dos 20 óbitos, também foram registados quatro feridos graves e dois ligeiros, transferidos ao Hospital Provincial de Chimoio, na capital provincial.
Para o chefe de Estado, segundo o comunicado da Presidência da República, “tragédias como esta criam luto, dor e vazio irreparável nas famílias moçambicanas, sendo imperioso que, como sociedade, se reforce a cultura de segurança e prevenção, de modo a evitar a repetição de situações deste género”.
Os índices de acidentes rodoviários em Moçambique são classificados como dramáticos por várias organizações.
As autoridades têm apontado o excesso de velocidade e condução sob efeito de álcool como as principais causas.
O país registou mais de 4.800 mortos em acidentes de viação nos últimos cinco anos, de acordo com dados divulgados em maio pelo Governo, que apela ao envolvimento da sociedade para travar o flagelo.