Saltar para o conteúdo
    • Notícias
    • Desporto
    • Televisão
    • Rádio
    • RTP Play
    • RTP Palco
    • Zigzag Play
    • RTP Ensina
    • RTP Arquivos
RTP África
  • Programas
  • Notícias
  • Desporto
  • Vídeos
  • Programação

NO AR
PROGRAMAÇÃO a seguir
Imagem de Moçambique/Eleições – Manifestações deixaram 43,2ME de prejuízos e 1.200 desempregados – empresários
Notícias 31 out, 2024, 08:58

Moçambique/Eleições – Manifestações deixaram 43,2ME de prejuízos e 1.200 desempregados – empresários

Por LUSA

Os empresários moçambicanos estimaram prejuízos de 3.000 milhões de meticais (43,2 milhões de euros) nos três dias das manifestações e paralisação convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, assumindo que a destruição e saques deixaram 1.200 desempregados.

“Tivemos sabotagens, vandalizações, arrombamento de estabelecimentos privados e comerciais e até produtivas, cerca de 33”, que provocaram “perdas financeiras estimadas em cerca de 3.000 milhões de meticais. Portanto, o nível de vandalização de estabelecimentos é de tal forma que não poderão voltar a operar”, assumiu Agostinho Vuma, presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

O dirigente falava aos jornalistas após uma reunião, em Maputo, com o Governo moçambicano, envolvendo cinco ministros, de áreas como transportes, turismo, pescas, energia, indústria e comércio, para analisar “os impactos” das manifestações e paralisações realizadas em 21, 24 e 25 de outubro, e nova paralisação anunciada a partir de quinta-feira, durante sete dias, convocadas por Venâncio Mondlane, que não reconhece os resultados das eleições gerais de 09 de outubro.

“É como se estivéssemos a instalar uma nova unidade (face aos estabelecimentos destruídos ou vandalizados), se tivermos que ver a operacionalidade. Em termos de impacto, em postos de trabalho, estamos a falar de 1.200 trabalhadores de forma direta”, disse Vuma, garantindo que com o “efeito multiplicador” nas famílias esta situação já ameaça “cerca de 6.000 famílias”.

Referiu ainda que dos confrontos violentos com a polícia em vários pontos do país, mas sobretudo no centro de Maputo, resultou, no setor financeiro, “redução das transações do mercado cambial” em 75,3%, passando da média anterior diária de 60 milhões de dólares (55,2 milhões de euros) “para cerca de 14 milhões de dólares (12,9 milhões de euros) nos dias 24 e 25 de outubro passado”.

“As empresas estão a implementar planos de crise visando minimizar as perdas que estamos a conhecer, mas também dos prejuízos que temos estado a conhecer no quadro da natureza da nossa economia”, reconheceu Vuma.

Após receber garantias do Governo sobre a segurança que será dada nos próximos dias, o líder do patronato moçambicano assumiu: “Mantemos a nossa prontidão em deixar as nossas unidades produtivas abertas. Obtivemos também uma garantia do nosso ministro, que era a nossa preocupação: a disponibilidade de combustíveis”.

O presidente da CTA insistiu no apelo à calma, recordando que “no final do dia”, todos são consumidores e precisam “de ter a comida na mesa”.

“Há uma necessidade dos nossos governantes de garantir a segurança das nossas unidades, por que estamos a assistir a pilhagens, a saques, que estão a colocar em causa a nossa economia, a nossa comida. Podemos eleger a questão que tem a ver com o direito de manifestação, mas também podemos eleger o direito à alimentação”, disse.

Outra das consequências que elencou dos protestos foi na entrada de camiões da África do Sul, cuja fronteira com Moçambique chegou a ser encerrada após manifestantes terem colocado pneus a arder na estrada.

“Acabou havendo a obrigação de encerrar a fronteira, o que afetou a entrada de cerca de 1.200 a 1.300 camiões. E uma boa parte, cerca de 90% desses camiões de logística, vão para o Porto de Maputo. Mostra que também estamos a impedir a entrada de produtos de primeira necessidade para a nossa economia”, reconheceu.

No final do encontro, Vuma apelou ainda aos empresários para evitarem as práticas especulativas que já se verificam.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique anunciou na passada quinta-feira a vitória de Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder desde 1975) na eleição a Presidente da República de 09 de outubro, com 70,67% dos votos.

Venâncio Mondlane, apoiado pelo Partido Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos, extraparlamentar), ficou em segundo lugar, com 20,32%, mas afirmou não reconhecer estes resultados, que ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.

Na terça-feira, Venâncio Mondlane convocou novas paralisações e protestos pelo período de uma semana a partir de quinta-feira, a culminar com uma manifestação nacional a 07 de novembro em Maputo.

 

Pode também gostar

Imagem de Moçambique – Autoridades atentas a impedimento da participação de Mondlane no congresso da RENAMO

Moçambique – Autoridades atentas a impedimento da participação de Mondlane no congresso da RENAMO

Imagem de Moçambique – MP exige 480 mil euros a Mondlane e ao PODEMOS por prejuízos em Maputo

Moçambique – MP exige 480 mil euros a Mondlane e ao PODEMOS por prejuízos em Maputo

Imagem de Governo português lamenta agressão ao repórter da Lusa em Bissau

Governo português lamenta agressão ao repórter da Lusa em Bissau

Imagem de Angolanos voltam a protestar contra medidas do Governo impulsionadas pelo FMI e Banco Mundial

Angolanos voltam a protestar contra medidas do Governo impulsionadas pelo FMI e Banco Mundial

Imagem de São Tomé e Príncipe – Arrancaram as obras de requalificação da Marginal 12 de Julho

São Tomé e Príncipe – Arrancaram as obras de requalificação da Marginal 12 de Julho

Imagem de Moçambique – Partido Nova Democracia reclama vitória em Gurué e não concorda com repetição das eleições

Moçambique – Partido Nova Democracia reclama vitória em Gurué e não concorda com repetição das eleições

Imagem de Cabo Verde lança programa de promoção de emprego digno e proteção social

Cabo Verde lança programa de promoção de emprego digno e proteção social

Imagem de Moçambique/chuvas – INGD em Sofala com défice de 35 milhões de meticais para assistências às populações afetadas

Moçambique/chuvas – INGD em Sofala com défice de 35 milhões de meticais para assistências às populações afetadas

Imagem de Angola investiu 464 mil euros para munícipes definirem prioridades no orçamento

Angola investiu 464 mil euros para munícipes definirem prioridades no orçamento

Imagem de Guiné-Bissau – Governo pretende evitar contrabando da castanha de caju

Guiné-Bissau – Governo pretende evitar contrabando da castanha de caju

PUB
RTP África

Siga-nos nas redes sociais

Siga-nos nas redes sociais

  • Aceder ao Facebook da RTP África

Instale a aplicação RTP Play

  • Descarregar a aplicação RTP Play da Apple Store
  • Descarregar a aplicação RTP Play do Google Play
  • Contactos
  • Programação
Logo RTP RTP
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube
  • flickr
    • NOTÍCIAS
    • DESPORTO
    • TELEVISÃO
    • RÁDIO
    • RTP ARQUIVOS
    • RTP Ensina
    • RTP PLAY
      • EM DIRETO
      • REVER PROGRAMAS
    • CONCURSOS
      • Perguntas frequentes
      • Contactos
    • CONTACTOS
    • Provedora do Telespectador
    • Provedora do Ouvinte
    • ACESSIBILIDADES
    • Satélites
    • A EMPRESA
    • CONSELHO GERAL INDEPENDENTE
    • CONSELHO DE OPINIÃO
    • CONTRATO DE CONCESSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO DE RÁDIO E TELEVISÃO
    • RGPD
      • Gestão das definições de Cookies
Política de Privacidade | Política de Cookies | Termos e Condições | Publicidade
© RTP, Rádio e Televisão de Portugal 2025